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terça-feira, 31 de agosto de 2010

O Caso do Rato na Mesa

Restaurantes do Shopping Tijuca têm mercadorias apreendidas 
(O Globo 31/08/2010)

RIO - Em uma operação surpresa no Shopping Tijuca, na Avenida Maracanã, policiais da Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon) autuaram cinco dos 20 estabelecimentos de alimentação que funcionam na área de restaurantes do shopping. As lojas Grande Muralha, Viena, Doce Delícia, Montana Grill e Camarão e Cia tiveram mercadorias apreendidas pelos policiais com validade vencida ou falta de especificação das datas.

Os cinco gerentes das lojas foram prestar depoimento na Decon, que fica na Gávea. Já os proprietários serão indiciados no artigo 7, IX, da Lei 8137/90 (vender, ter em depósito para vender ou expor à venda ou, de qualquer forma, entregar matéria-prima ou mercadoria, em condições impróprias ao consumo), com pena de dois a cinco anos ou multa.

Delegado: operação foi causada por queda de um rato na mesa do almoço

Foi por causa de um rato, que caiu numa mesa com clientes, durante almoço na praça de alimentação do shopping, que a Decon decidiu fazer a operação.

- Decidimos fazer hoje por causa do caso do rato e das denúncias de que o shopping está cheio de ratos. Visitamos todos os restaurante e autuamos cinco deles. Em alguns, a cozinha estava impraticável. Além disso, temos reclamações destes cinco restaurantes - disse o delegado Carlos Augusto Nogueira, titular da delegacia.

Uma cliente que estava na praça de alimentação esclareceu que, na noite de segunda-feira, esteve no Restaurante Grande Muralha e deixou tudo no prato.

- Estava com cheiro e sabor ruim. Estava ruim demais, deixei tudo - disse a jornalista, que preferiu não se identificar.

A operação chamou a atenção dos frequentadores do shopping que estavam na praça de alimentação. Alguns deles ficaram revoltados com os estabelecimentos comerciais.

À tarde, a assessoria de imprensa do Shopping Tijuca informou em nota que "a responsabilidade pela operação e cumprimento das normas legais é de inteira responsabilidade de cada lojista. Ainda assim, permanentemente acompanha e orienta seus lojistas a cumprirem as normas vigentes na relação com os consumidores, promovendo inclusive palestras e workshops apresentados por profissionais da área de saúde e vigilância sanitária. Por outro lado, periodicamente, e em conformidade com o protocolo existente, realiza ações de combate e controle de vetores". Declara ainda que a ação da Decon teve "total apoio" do shopping, já que "acima de qualquer coisa deve ser preservada a saúde e o bem estar dos consumidores".

Supermercado foi multado na semana passada
Na semana passada, o supermercado Sendas, no Leblon, foi multado em R$ 2 mil, após agentes da Subprefeitura da Zona Sul e da Vigilância Sanitária encontrarem diversas irregularidades, como produtos fora da validade e armazenados abaixo da temperatura adequada. Também foram encontradas pequenas baratas no forro onde estavam expostas algumas frutas.

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Por essas e outras, que eu odeio comer na rua. Pena, que nem sempre dá pra manter a comidinha de casa. 

O pior é que os supermercados também andam num nojo só. Tá difícil!

(Eu faço feira pra não precisar comprar frutas, legumes e peixe no mercado. E já venho há algum tempo com vontade de voltar a comprar carne no açougue e frango no aviário. Vai acabar ficando mais caro e dando mais trabalho, mas as carnes do mercado estão muito estranhas...) 

Saudade de tempos onde a vida não era tão prática, tão embalada, tão congelada, tão cheia de química. Saudade de tempos onde a vida era mais limpinha, mais saudável. Tempos que não voltam mais.

domingo, 29 de agosto de 2010

Solo Sagrado

Sejamos sensíveis para descalçar as sandálias, sempre que pisarmos o solo sagrado do coração do nosso próximo.

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Cuidemo-nos. Em amor, carinho e respeito.
Guardemo-nos. Em fidelidade e cumplicidade.

Boa semana pra nós.
Beijo grande.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Encontro de História e Educação - RJ

(clique na imagem para ampliá-la)

Maiores Informações: unirio.br/IIEHEd-RJ

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

A Ciência da Bondade

A ciência da bondade

  © MHI/ISTOCKPHOTO

Por que as pessoas fazem o bem? A bondade está programada no nosso cérebro ou se desenvolve com a experiência? O psicólogo Dacher Keltner, diretor do Laboratório de Interações Sociais da Universidade da Califórnia, em Berkeley, investiga essas questões por vários ângulos e apresenta resultados surpreendentes. Em seu novo livro Born to be good: the science of a meaningful life (W.W.Norton, 2009, ainda sem tradução em português), Keltner compila descobertas científicas que revelam o poder da emoção humana inata e criam conexões entre as pessoas, segundo ele um caminho eficaz para uma boa vida. Em entrevista, o pesquisador discute altruísmo, neurobiologia e aplicações práticas de suas descobertas.

Mente&Cérebro - Para o senhor, que quer dizer a expressão “nascido para ser bom”?
Dacher Keltner - Significa que a evolução criou uma espécie, os humanos, com inclinação para bondade, brincadeira, generosidade, reverência e autossacrifício - vitais para a evolução, vale dizer, sobrevivência, replicação genética e habilidade de convívio em grupo -, que se manifestam por meio de emoções como compaixão, gratidão, medo, vergonha e felicidade. Estudos recentes revelam que as capacidades humanas de cuidar, brincar e respeitar foram desenvolvidas pelo cérebro e pela prática social.

M&C - Uma das estruturas corporais que parece ter sido adaptada para gerar altruísmo é o nervo vago, como sua equipe em Berkeley descobriu. Fale um pouco sobre essa pesquisa e suas implicações. 
Keltner - O nervo vago é um feixe neural que se origina no topo da espinha dorsal. Ele estimula diferentes órgãos (como coração, pulmão, fígado e aparelho digestivo). Quando ativo, produz uma sensação de expansão confortável no tórax, como quando estamos emocionados com a bondade de alguém ou ouvimos uma bela música. O neurocientista Stephen W. Porges, da Universidade de Illinois em Chicago, há tempos argumenta que essa região cerebral é o “nervo da compaixão”. Acredita-se que esse nervo estimule alguns músculos na cavidade vocal, permitindo a comunicação. Estudos recentes apontam que ele pode estar conectado à rede de receptores para a oxitocina, neurotransmissor relativo à confiança e aos laços maternais. Nossas pesquisas e as de outros cientistas indicam que a ativação dessa região está associada aos sentimentos de cuidado e intuição que humanos de diferentes grupos sociais têm. Pessoas com alta ativação dessa região cerebral são mais propensas a desenvolver compaixão, gratidão, amor e felicidade. A psicóloga Nancy Eisenberg, da Universidade Estadual do Arizona, descobriu que crianças com atividade alta do nervo vago têm mais chances de cooperar e doar. Segundo pesquisas recentes, ele estimula tal comportamento.

M&C - Frequentemente, quando lemos trabalhos acadêmicos sobre emoções, moralidade e áreas relacionadas, perguntamos: existe alguma coisa que possamos fazer para usar isso na prática? Ao olhar para o futuro, que repercussão o senhor gostaria que seu trabalho tivesse?
Keltner - Em resumo, após tratar da nova ciência das emoções no meu livro, percebi o quanto isso é útil. Segundo alguns estudos, cooperação e senso moral são traços evolucionários, e essas habilidades são encontradas nas emoções sobre as quais escrevo. Uma ciência da felicidade está revelando que esses sentimentos podem ser cultivados, o que traz o lado bom dos outros - e o nosso - à tona.

M&C - O que esse tipo de ciência o faz pensar?
Keltner - Ela me traz esperanças para o futuro. Que nossa cultura se torne menos materialista e privilegie satisfações sociais como diversão, toque, felicidade, que do ponto de vista evolucionário são as fontes mais antigas de prazer. Vejo essa nova ciência em quase todas as áreas da vida. Os médicos, por exemplo, hoje recebem treinamento para desenvolver empatia para com seus pacientes, ouvi-los, tocá-los com carinho; são atitudes que ajudam no tratamento. Os professores interagem com mais proximidade com seus alunos. Ensina-se meditação em prisões e em centros de detenção de menores. Executivos aprendem que inteligência emocional e bom relacionamento podem fazer uma empresa prosperar mais do que se ela for focada apenas em lucros.


(Fonte: http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/a_ciencia_da_bondade.html)
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Eu trocaria o termo "evolução" por "criação". Acredito que fomos criados por Deus para sermos bons (fomos feitos à imagem e semelhança dEle; E Ele é bom, irrefutavelmente). No meio do caminho veio o pecado, a culpa e a intriga (Adão foi o primeiro a jogar Eva, sua mulher, na maior enrascada. Tirou o dele da reta. Não sei o que Eva esperava de adão, naquele momento, mas ele vacilou feio no quesito cumplicidade. "A culpa foi dela!"). Talvez esta tenha sido a primeira quebra relacional da humanidade. Pena que a partir daí (imagino eu) nossas relações com o outro passaram a ser tão cheias de ansiedades, melindres, resistências, proteções e agressões. 

Temos tanto medo do outro. Medo de sermos rejeitados, humilhados, desconsiderados, ridicularizados, traídos. Nossa reação natural é a proteção. Nos guardamos de nos expôr, de nos entregar, de nos doar. E dificilmente somos nós mesmos (na integra) dentro de nossas relações. O problema é que nossa natureza não lida bem com isso. Nos adaptamos, mas no intimo precisamos mesmo é de carinho. De dar e receber. Precisamos nos mostrar com verdade (temos necessidade disto) e interagirmos com o outro de "guarda baixa". Isto nos dá paz. Por isso que quando encontramos pares que nos possibilitam esta vivência não queremos largá-los nunca mais. Existe coisa mais preciosa do que "poder ser você sem condições" ? Poder mostrar-se, com a maior transparência possivel, sem medo, sem ansiedades e proteções. Para isto fomos criados. Somos absolutamente relacionais. 

Tenho o costume de me cuidar, nesta área. Sou sensível pra caramba e facilmente me decepciono com o nivel de maldade das pessoas (na verdade, acho que me incomoda mais o interesse das pessoas em tirar alguma coisa de você; o interesse de manter contato por você ter algo a oferecer). As pessoas estão tão acostumadas ao uso uns dos outros. É cada vez mais dificil encontrarmos relações despretensiosas, livres de interesses outros, que não sejam o próprio "outro", o prazer da companhia e da relação com o "outro". Sendo o "outro" o principio e o fim; o maior interesse. E quando digo que me cuido, não pense com isso que me protejo. Sou teimosa (rs). Eu insisto em acreditar nas minhas relações (sejam elas quais forem). Confesso que não sou mais tão "docinho" quanto já fui. Sou mais dura, hoje; mais densa; mais áspera. Mas continuo acreditando. Continuo desarmando minha agressividade, minha proteção excessiva. Ainda me entrego. Ainda! (rs)

Cuide-se também. Não se feche tanto. Corra o risco de acreditar no outro. Mesmo sem garantias. Faça isto por você mesmo.

Um viva às pessoas de cabeça boa (que pelo menos tentam mantê-la)!
Um viva ao amor da minha vida (maridão, vc me faz muito feliz)! 
Um viva aos amigos queridos, corajosos e generosos na doação, que me cobrem de afeto, acolhem meus segredos e anseios e por vezes juntam meus cacos. Vocês são únicos. 
Um viva ao grande mistério da vida: amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como nós mesmos.

Bom dia!
Beijo grande.

A Arte de Caminhar

A Arte de Caminhar
Desde a antiguidade movimentar o corpo ajuda as pessoas a pensar, tomar decisões e expressar indignação; na literatura artistas e apaixonados são andarilhos.

 (Idoso caminhando no campo de centeio, óleo sobre tela, laurits andersen ring, s/d, coleção particular)

A consciência da necessidade de praticar exercícios físicos é recente. “No começo, era o pé”, diz o antropólogo Marvin Harris. O pé, não a mão. A mão nos fez humanos – mas antes de sermos humanos somos parte do reino animal, e o nosso corpo precisa atender às necessidades que os animais enfrentam, entre elas a do deslocamento. O ser humano evoluiu, tornou-se bípede, mas continuou caminhando. E passou a usar a caminhada para outros fins que não o de chegar a um lugar específico: o de buscar determinada coisa. Praticar exercícios físicos é algo relativamente recente, mesmo porque, no passado, o sedentarismo era a exceção antes que a regra; caçadores, agricultores, trabalhadores em geral jamais pensariam nisso. Mas muito cedo o ato de caminhar adquiriu um significado psicológico, simbólico. O protesto político muitas vezes se fez, e ainda se faz, sob a forma de marchas, de caminhadas; foi o caso da Marcha dos 100 Mil (1968), um dos primeiros protestos organizados contra a ditadura no Brasil. Os filósofos gregos muitas vezes ensinavam a seus discípulos caminhando. “Levanta-te, toma teu leito e anda”, diz o Evangelho (João, 5:8), ou seja, vá em busca de seu destino, de seus objetivos. E Santo Agostinho cunhou uma expressão famosa: Solvitur ambulando, caminhar resolve (os problemas, as dúvidas). Por quê?

No livro Wanderlust: a history of walking (A ânsia de vagar: uma história da caminhada), de 2000, Rebecca Solnit diz que andar permite “conhecer o mundo através do corpo”, ou, nas palavras do poeta modernista Wallace Stevens (1879-1955): “Eu sou o mundo no qual caminho”. Trata-se, pois, de uma experiência cognitiva, muito necessária nesses tempos em que as pessoas se deslocam sobretudo utilizando carros, trens, aviões. Mas caminhar também envolve um processo de autoconhecimento, quando não de inspiração. “Os grandes pensamentos resultam da caminhada”, diz o filósofo Friedrich Nietzsche (1844-1900), uma ideia que Raymond Inmon expressa de forma mais poética: “Os anjos sussurram para aqueles que caminham”. O escritor francês Anatole France (1844-1924) faz uma comparação interessante: “ É bom colecionar coisas, diz ele, mas é melhor caminhar. Porque caminhar também é uma forma de colecionar coisas: as coisas que a gente vê, as coisas que a gente pensa”. Esse processo é facilitado pela renovação da paisagem, seja ela rural ou urbana, e pelo próprio automatismo do ato de caminhar.

Não é de admirar, portanto, que muitos escritores tenham abordado o tema da caminhada. Foi o caso do filósofo Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), figura marcante do Iluminismo francês e precursor do romantismo - os românticos, sobretudo os alemães, eram grandes andarilhos. Em suas Confissões, disse Rousseau: “Só consigo meditar quando caminho. Minha mente só trabalha junto com minhas pernas”. À obra (publicada postumamente) que resume muito de sua biografia e de sua filosofia, Rousseau deu o título de Os devaneios do caminhante solitário (Lês rêveries du promeneur solitaire). Os dez capítulos são denominados promenades (caminhadas). Finalmente, temos um termo analisado tanto pelo poeta francês Charles Baudelaire (1821-1867) como pelo escritor alemão Walter Benjamin (1892-1940). Trata-se de flâneur, que vem do verbo flâner, vagar (em português temos o galicismo flanar). O flâneur, do qual Benjamin era um exemplo, vagava por Paris, observando o que se passava a seu redor, num claro desafio à moral burguesa então vigente, que via isso como vagabundagem. Uma vagabundagem da qual resultaram, contudo, textos admiráveis. Caminhar, como diz o escritor americano contemporâneo Gary Snyder, é a grande aventura.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Seja o Centro - DT6

Minha oração hoje...

"Pai, que nesta minha busca por verdadeiros caminhos em Ti, de Ti eu não me perca.
Seja o Centro, Jesus. Seja o Centro. Sempre."

Não ter Coragem é Bom?


Coragem é uma virtude. Mas pode ser usada tanto pro mal como para o bem. Uma mãe é corajosa ao defender sua cria; um bombeiro é corajoso no resgate de uma vida; um homem é corajoso ao enfrentar todos os dias seu trabalho árduo sem esmorecer. Porém, um assassino também é corajoso, um psicopata também; um terrorista é corajoso. E acredite, eu não os admiro. 

O corajoso pode ser opressor e neste caso, a melhor resposta nem sempre é virar a mesa. As vezes sim. As vezes não. Têm horas que calar é mais prudente, mesmo não sendo o mais confortável. A sabedoria vence a ignorância. O silêncio, a gritaria. Assim como o perdão vence a ofensa.

(digo sabedoria, porque até mesmo a inteligência pode ser usada para o bem ou para o mal; a sabedoria, pra mim, é o lado bom da inteligência)

Vivemos num mundo de nervos à flor da pele. Precisamos pensar se realmente devemos reagir a todas as provocações que sofremos durante o dia. As reais e as que acreditamos serem reais (fruto de nossos elementos psíquicos internos). Não estou valorizando a passividade do oprimido. Eu jamais faria isso. Precisamos ser respeitados e, muitas vezes a única maneira é nos fazendo respeitar. Só acho que precisamos pensar se estamos canalizando nossas energias corajosas pro lugar certo e de forma a não propagar mais violência à sociedade.

Tenho pensado nisso. E respirado fundo (contando até mil! rs).
(quem conhece os estragos que meus impulsos nervosos causam, tem idéia de como isto é difícil pra mim; mas necessário)

P.S.: Observem a expressão de tensão do cachorrinho. Hilário! (rs). Eis a verdadeira definição da palavra "tenso" (rs).


Bom dia!
Beijo